Quarta-feira, Abril 26, 2006




Do deserto tiro o sol o sol que arde sobre os ombros
andando e pensando em Deus
Deserto de mim em mim mesmo
Meus pés descalços
minhas mãos frias
meu caminho perdido
meus sentidos calados
apenas ando
ando e sinto o renascer
do sol que envolve meu deserto
seria eu um desertor de meus propósitos!
deixando o que mais amava para seguir pelas dunas
Aba Pai! ajuda-me a chegar
ajuda-me a seguir
ajuda-me a amar!
chegarei antes do anoitecer
pois aqui no deserto
quando o sol se vai
além de não sentir seu gosto
de não lembrar-me de seu rosto
passo a noite
passo o medo
frio!





Se soubesse o que diria o vento quando brando sondava meus ouvidos, trazendo alento ao ver o mundo lá longe, pequeno e tão pequeno que entre meus dedos poderia estar.
E esta torrente de lembranças juvenis fez-me tão feliz ao reencontrar com meu passado, caro amigo que refiro ao texto ao lado, fez sorrir-me alma pelas lembranças das andanças desse velho moço.

Fez com que cada palavra proferida neste ato, monólogo até então, tornasse um dueto, sem pretensão nenhuma, ao te conhecer, descobri que seu sorriso improvisa meu dia a te ver sorrindo eternamente.
Minha para sempre serás, cuidando e vivendo o seu dia a dia, tempo a tempo, sonho a sonho, centro de mim, serás assim até a eternidade de nossas almas.

Amo-te!





Aqui se faz o termo
Para todos os pedidos de saudade
Que nesta cidade de luzes ofuscantes
Fazem ver o quanto amo estar ao seu lado

Pranto em nome da saudade
Saudando a verdade
Maturando meu coração

Cerca-me e renda-se
As palavras sem encontro
pois te espero no porto emoção

as luzes trazem você mais perto de mim esta noite




Terça-feira, Abril 25, 2006





Porque eu digo o que quero
do ruído de seus dissabores
Causam a revolução dos mundos!

Sabes que eu sei o que pensas
E como traga a fumaça dos carros
Percorrendo o caminho de seus ideais

Histérica fica
Sob a eloqüência de dissabores
Jamais lhe trarei mais vinho
Somente o fel
Para sentires seus pés sobre as nuvens
A flutuar
Sorrindo

Sim eu sei o que pensas e sei o que de ti pensar!


Domingo, Abril 23, 2006




Velhas e poucas estórias contadas
Clamadas em versos
Chama chagada

Por menores que sejam
Sempre estórias

Guardadas nos sonhos dos sonetos
Buscadas dentro de almas perdidas
Mas guardadas em meu peito
Como fagulhas de brasa em ferro

Mate-me se o desespero chegar
Não quero ser solitário
Nem tão pouco hipócrita
A escrita difundida
Só se sabes quando o comentário é aplaudido
Como o por do sol
Como a chama em brasa
Como histórias

Lembranças que não se apagarão
Contadas baixinho ao relento



Sábado, Abril 08, 2006


Insensato ouvido que desprezava
Os passos que vinham daquela escada
Os murmúrios pareciam-lhe familiar
Mas o desprezo o fez a sua porta passar

Mais quem diria
Senhora ironia
Que a tempos atrás
Sobre aqueles pés
Fizeste a minha porta abrir
E me fazer apaixonar

Agora apenas ignoro
E fico insistindo ouvindo
Seus passos baixinhos
Sumindo pelo caminho
Que um dia comigo
Cruzou!


Quinta-feira, Abril 06, 2006


Mandei noticias
Falei de meus preceitos
Revelando o que de mais sarcástico comoveria sua vinda
Fascínio discreto por te amar

Creio em seus versos
Julgo a inocência descente
Das rimas progressivas
Faça a arte das vaidades
Seja pura como aquele menino

Vivendo e comendo o que os livros deixaram
Pó , papel e limo