Quarta-feira, Março 29, 2006




Pobre lagrima
Desaguando retraída minguada
Mas tentando percorrer o rosto
Posto que deveria
ser de suas mãos

Assíduo em forjar a conquista
Tens pressagio de bonança
Balbucia meus lábios
Procurando seu mel

E tu que faz !

Desdenhas do agouro que pronuncio
Predica vaidade
Não queres lançar seus olhares
Não queres rimar palavras
Apenas me pede para amar
Sob o manto estrelas
Sob a tutela lunar

A minha sina será recompensa aos seus delírios
e meu espírito voa cantarolando infame designo
esperar-te




Sexta-feira, Março 24, 2006




A sua vinda
Faz presença divina
Neste lugar

Gosto de ver seu sorriso
Improviso da alma
Segundo combinamos
Espero-te sorrindo também

Pois em sua utopia
Faço a morada
Sempre que preciso sei de seu abrigo
sincero
Puro e sucinto

Simplesmente
Meu eterno
Amigo





Terça-feira, Março 21, 2006





Fica rindo
desfazendo
esquece o principio
a gota
sereno

refrigério a alma
tomando o acoite
cálice
sangue
fonte

sagrado
sorriso efêmero
esmera por moedas
e ainda rindo
cai primeiro