Sexta-feira, Janeiro 27, 2006


Teus olhares
Sofrendo quietos a aflição
De pressupor a linha
Da razão e temperança

Eu sei que não se zangas a explodir aos berros facilmente
guardas latente o pressentimento amargo
fazendo juras ao eterno fascínio de sofrer calada

Faz de ti o sopro voraz ao explendor
Solta e salta em suas vestes
Recomeço certo
Traindo assim seu inimigo intimo
O ódio sarcástico

Apunhala-te o peito
verás sua morte
e com sua sorte
ao invés do descontento
sorriras da pobre
inimiga nobre
que salta gritando

ela quer viver, deixem-na viver!

Quinta-feira, Janeiro 26, 2006


hoje estou como o vento
indo deixando a brisa suave para os apaixonados
suspirarem ao relento
eu apenas escrevo
meus pensamentos
o mundo ao redor
eu sou assim
um pouco de seus olhos
um inconsciente que perdura a martelar
os sentidos que pulsam no calar da noite


Terça-feira, Janeiro 24, 2006


Fiz aquela cantiga pra você
Quando aparecer sorrindo lá saber
que meu coração é teu
que o mundo é seguro
fiz do injurio
apaixonar por ti

Também
ele nem sabe o que canto aos seus pés
E se soubesse talvez chorasse ao ver
Que é tão bonito ver o fruto dos seus sonhos
Brotando a alegria de viver

Ah! Sois a verdade que a tarde eu deslumbrarei enfim
Ë tão bom saber que sou amado assim

E da cantiga que em roda finda o serafim!
Eternamente
eloqüente
teu
serei até o fim

laia laia
Laia laia laia laia laialalalaala
Laiala lalalalalalala



Quinta-feira, Janeiro 19, 2006





Sou como o vento
sumindo ao relento
causando o descontento no peito de quem tem calor
deixo a prosa de lado
e lá longe dobro a esquina
ninguém sabe as maravilhas que eu vi
só sei que vivencia
é não te ter ao lado
sendo assim
Sumo pecado
faz-me retornar

Quinta-feira, Janeiro 12, 2006


Quando pequenos crescemos ao gosto do vento
correndo pelas ruas da nossa pacata cidade
escutando a mãe chamar ao jantar

eu via a ternura nos seus olhos
eu via os sonhos em suas mãos

nosso coração era um encontro da poesia
crescemos e nos separamos
de corpo mais não de mente
pois tive sempre comigo
no meu coração
eu vi a força de seus braços
eu vi os passos percorridos
voltaste com as flores que pedi
e hoje se choras é por que o mundo é pequeno demais para seu coracao
faço das minhas preces as suas
sonharemos juntos
pois não serei feliz sem teu sorriso
e não saberei viver sem tua felicidade
anjo meu , irmã minha
Juliana
bacana
menina



Quando o corpo
reclamando cansado
parado no batente da porta
olhando o que já era quase noite
fitando aquela nuvem que lá no fim do mundo passava

parece que o segundo fica ali
do seu lado martelando os seus olhos
no por do sol que vai morrendo
é tão lindo que em suas mãos pode coloca-lo

remete-me ao eterno
plácida e tácita tarde
que nesse simples momento
no calor dessa estrela mater
faz-me amado

como o feto ao sair para a vida nova
busca o calor da mãe
ali eu parado
sentindo apenas
o que o sol queria me falar
doando meus olhos
entendendo que na verdade
ele queria apenas o meu sorriso

vi o poente
fui apenas dormir
sorrindo


Quarta-feira, Janeiro 11, 2006


como posso deixar os meus braços te deixarem
andei por tantas estradas te procurando
e escutando seu chamado
trago-te a rosa que em meu peito abriga
sei o que temes o que desejas
sei como curar as suas feridas
de nada mais belo
fez meus passos ao teu encontro
senhora de meus desejos


apenas andei sorrindo
querendo e sonhando por este momento ao seu lado
andei o mundo por ti e agora sonho
acordado

Segunda-feira, Janeiro 09, 2006


sentir a sensação dos sensatos
santos que semeiam a serenidade do céu

cada um com seu passo
passa a luta de nascer
e sorrindo viver sorrindo

simplesmente sonhando
sem soltar a saudade
sabendo que a sabedoria
fiel sacerdotisa
um dia te fará saber
que és soberbo senhor de sua semente de vida!


resplandecer aqui o fato
declarado do ato as circunstância
a quem com opróbrio engana
tarda mais não morre
desfalece em círculos
que o vicio troca
amor a morte

mais que eu minha sina
transparente impregnada a comunhão
durmo meu sono
corro a contra mão
minha vertigem esta em ver o quanto cresceu menina
já és mulher feita
foi-se embora deixando eu com minha caixa de palavras retóricas
cantigas gastas
historia casta
que hoje canto
para te imaginar.....


os pássaros passeiam contentes, sentindo a brisa que te levou......

Sexta-feira, Janeiro 06, 2006


O amor que trago em mim
guardado esta
a sua espera



Sabia que te procurava?
alguém que por muito tempo deveria ser o centro de mim
o aconchego
o desejo
meu futuro

Ontem eras alguém na multidão
passavas por mim sem nem ao menos sorrir

Hoje espero-te ocaso
os violinos tocando a nossa valsa a aguardam
diremos os nossos nomes
selando o beijo eterno

Minha vida espera completamente
Sorrindo contente
Vosso sim !


Terça-feira, Janeiro 03, 2006


Meu tempo será buscar seu sorriso
E amando assim
Cortando o vento com minhas mãos
Sonhando os acordes dessa canção
Que te faz forjar meu nome em seu peito

Aqui sou só eu e você
De sua mão e venha
Quero te desenhar pela fresta da janela
Quero descobrir os segredos que ainda me aguardam
quando ao te beijar

Roubando seus sentidos
Ganhando seu corpo
Flagrado por mim
E só por mim

Aos cântaros surpreendo ao ver-te a face
Desfazendo a tristeza
Jorrando sorriso!