Quinta-feira, Setembro 29, 2005


O tempo trai o segundo
seu semblante avermelhado
traz a tona a libertinagem
de seu passado que não tão distante
mostra as marcas deixadas pelo amante
o tempo que eternamente acompanharas

olhe a palma de suas mãos
as ilusões saltam com mágicas
fazendo da divina tragédia de teus sonhos
comédia da vida real!


A banalidade do poeta esta na falta de rima correta!!!!!


Ao compreender seus sinais
encontrei teus olhos
como senhores dos destinos
a me sondar pelos caminhos
que passando sozinho estava

eu sou aquele que pela noite peca no simples pensar!
não ouse me seguir, pois poderá arrepender de ter nascido!


Quarta-feira, Setembro 28, 2005


Pobre descontento
sofre aos berros o preconceito
busca a luz
andando no breu

mais predicados saltam lhe a boca
que os bárbaros em suas batalhas
não tarda a derramar
o pecado ao lado de seus corpos ressequidos
eles são sem propósitos
meninos as avessas

eles se confundem com a aurora
não querem fazer mal algum
somente querem a alma dos fracos!


Quarta-feira, Setembro 07, 2005


Aos meus contos
aumento um santo
agrego um amigo

vou correndo somando
o seu afeto ao meu sentido
grãos de carisma
crescem amigos

todos são meus
como os meus sào seus
guardo-te em meu coração
em explosões de alegria
em ilusões que a noite pode trazer aos olhos

eternamente amigos seremos
e assim guanharemos o mundo todo em uma caixa de ilusões

boa noite amigos
o poeta continua daqui das nuvens
vendo como sempre
os sonos dos mortais!


quero você tão perto de minha alma
que meus sonhos laçam seu sorriso
faço de meus ideais
uma vida a teu propósito

esse sentimento de amar
volta minha vida ao teu encontro
saudades de seus braços
saudades de sua pele
sentimento que consome pela noite a fora

outrora quisera eu
ter um segundo a mais
um momento
ser o centro de vida novamente
seu somente seu

olhando seus olhos
e sentindo o seu pulso daqui
fico ardendo querendo
sonhando e sofrendo
estar em ti mais uma vez!


Segunda-feira, Setembro 05, 2005



Encosta sua mão na minha
quero te mostrar o que sinto
sem mentiras
só momentos
deixa eu te dar o sopro da vida

a proeza de conquistar seus olhares
faz de minha prece
afinco
bom é sortir você com amor
bom é sorrir com o tempo

tua alma roubada foi
e agora guardo a chaves
nem pense levar ela de volta
comigo não existe devoluções

fica de mãos dadas comigo
com seu futuro
partiremos ao amanhecer
ao nosso desconhecido
mundo....


O mundo a frente
idéias sorrateiras na mente
quem dirá o que me adora a glória
andar com os pés descalços
mirar o solo fértil

minha pele morena
queima arde
sob o sol de primavera
segue o mundo ao meu andar
saudando o desprezado
levando-o comigo
formando a minha caravana
o batalhão dos bastardos a sociedade hipócrita



a eles deixo minha pobre poesia
porque ao mundo
sou analfabeto
não sou concreto
sou ironia
hipocrisia

aqui um homem com sorriso
sem deixar marcas
se não escrever logo às paredes
morre de improviso


Sexta-feira, Setembro 02, 2005


Os anjinhos são assim
Pois rezam baixinho...

Se tocassem trombetas
Serafim!




o poeta apenas senta ao alpendre
não reza baixinho
não toca trombeta
as vezes sorrindo lamenta
queria ser o céu
rimando com as nuvens......





Onde estas!
Procuro seu rosto confundido com a multidão
Faz luzir sua voz mais clara
Translúcida luz
brio

Estar só faz o sentimento florescer a pele
Faz estar perto
Faz porto seguro

Sozinho consigo desenhar seu rosto
Em pensamento
Rever o momento que preza
A prosa
reza


Nada mais poderá nos separar
Mesmo estando só
Vejo seus olhos
Sonhos pecados

O sol esta indo embora
a noite chega
aconchegando serena
o poeta pequeno que vestido de sonho
busca
mesmo sozinho em seu quarto
a paz!