Quinta-feira, Agosto 26, 2004


Nada pode parar o amor
ando sobre meus pés
e o primeiro passo é dado
não sinto o asfalto
pois ando voando
caminho nas nuvens
sou uma mistura de risos e sarcasmos
sou o mundo e caminhando vejo meus passos
vendo os mortais lá embaixo
faço minhas preces para tornar utopia em realidade
assim abro meus braços acolhendo todos forasteiros
vejo eles com fome
sem nada e sem bagagem
deixo os mantimentos, sentidos e desejos de sorte
para sua proxima viajem
deixo os ir
vai e segue o seu destino forasteiros
que o meu em desatinos
fico daqui caminhando e sorrindo
vivendo e sentindo
olhando o mundo do alto
e as nuvens nos pés


Quarta-feira, Agosto 25, 2004


jogar conversa fora
ir a forra
ir embora
sem demora
pois o dia nao amanheceu
daqui me sinto sozinho
estranho meu ninho
meu bracos doem
nao sinto o frio
sou só eu e a escuridão
angustiado meu coração doe
meus sentidos desfalecem
minha prece meu terco
pois aqui permaneco
nesta vida divina
clamo
chamo
o sol
vida!


Domingo, Agosto 15, 2004


A escuridão da noite deixo valer meu medo
somente a luz de uma vela e a pena a rabiscar
sem parar meu nome no papel
Daniel Daniel Daniel
olhava para mim mesmo e insano até poderia sonhar
pensava em fechar os meus sonhos
e abrir meus olhos
era como fugir de mim e livre voar
quem és papel?
qual sua escrita neste mundo dos mortais de coração
que escrevem seus gemidos e sussurros pela noite
que aos pedaços de carinho deixam rasgar o véu da insignificância
para poder ser feliz
Quem és papel?
não o vejo mais aqui
daqui só me vejo em escritas
repetidas e suscintas
Daniel Daniel Daniel!


Terça-feira, Agosto 10, 2004


Ah! que digna alma tange
as planicies alem da minha sapiencia
que em confusas parabolas
findam meus principados
És meu reino
cravado em meu coração
disposto em tropas
e preparando a guarda de minha vida
aguardas o por do sol
aguardas o infinito
aguardas a batalha de feliz
viver.


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